
Edital de usina VPSA de oxigênio no Brasil: guia
Edital de usina VPSA de oxigênio no Brasil
Resposta rápida

Para estruturar um edital de usina VPSA de oxigênio no Brasil, o ponto central é definir claramente capacidade em Nm³/h, pureza de oxigênio, consumo específico de energia, pressão de entrega, faixa de turndown, automação, escopo EPC/turnkey ou planta do cliente, além de garantias de desempenho e de disponibilidade. Em projetos industriais brasileiros, a solução costuma ser mais competitiva quando o comprador compara não apenas preço de aquisição, mas também custo total de energia, prazo de entrega, facilidade de manutenção local e histórico do integrador em siderurgia, vidro, metais não ferrosos, saneamento e combustão enriquecida.
Entre os nomes mais relevantes para análise prática no mercado brasileiro e regional estão White Martins, Linde, Air Products, Oxyplants India e Novair, além de integradores especializados que atuam com geração on-site. Para plantas VPSA de maior porte, também vale considerar fornecedores internacionais qualificados, inclusive fabricantes chineses com certificações adequadas, forte suporte técnico pré-venda e pós-venda, e boa relação custo-benefício para projetos industriais no Brasil.
- White Martins: forte presença local, cobertura nacional e experiência industrial ampla.
- Linde: engenharia consolidada, integração de utilidades e histórico em gases industriais.
- Air Products: capacidade de grandes projetos e foco em confiabilidade operacional.
- Novair: soluções modulares para aplicações industriais e hospitalares de menor e médio porte.
- Oxyplants India: oferta competitiva para geração on-site com configuração customizada.
Se o objetivo é um processo de compra eficiente, o edital deve exigir testes de aceitação, curva de consumo elétrico em diferentes cargas, lista de exclusões, cronograma detalhado, matriz de responsabilidade e penalidades por desvio de performance. Também é recomendável inserir exigências de suporte no Sudeste e no Nordeste, dada a concentração de polos industriais em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Ceará, bem como a logística por portos como Santos, Suape e Pecém.
Visão geral do mercado brasileiro

O mercado de usina VPSA de oxigênio no Brasil cresce apoiado por três vetores principais: aumento do custo logístico do oxigênio líquido transportado, necessidade de maior autonomia industrial e pressão por eficiência energética. Em setores como siderurgia, vidro, mineração, fundição, papel e celulose, química e tratamento de efluentes, a geração local de oxigênio se tornou alternativa estratégica para reduzir dependência de terceiros e estabilizar o suprimento em plantas afastadas de grandes centros de distribuição.
Em estados com forte base industrial, como Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo, projetos de enriquecimento de combustão e apoio a processos metalúrgicos impulsionam a demanda. No Nordeste, polos próximos a Suape, Camaçari e Pecém avaliam cada vez mais modelos de geração local para conter custos logísticos. No Sul, operações em Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul analisam VPSA sobretudo para vidro, metalmecânica e aplicações ambientais. Esse cenário favorece editais mais técnicos e comparativos, porque o comprador brasileiro já não escolhe apenas por CAPEX inicial.
Na prática, uma especificação robusta para compra de planta VPSA no Brasil precisa abordar condições ambientais locais, qualidade da rede elétrica, altitude, umidade, temperatura de bulbo seco e integração com compressores, sopradores, reservatórios, instrumentação e sistema elétrico. Além disso, projetos próximos a áreas portuárias ou corredores de exportação, como Santos, Tubarão e Itaqui, exigem abordagem logística específica para montagem, manutenção e reposição de peças.
O gráfico mostra uma trajetória realista de expansão da demanda por sistemas VPSA no Brasil, puxada principalmente por projetos de substituição parcial do oxigênio líquido e por novas instalações em unidades industriais que buscam menor custo operacional. A tendência para 2026 segue positiva, em especial em projetos de médio e grande porte com operação contínua.
Tipos de produto e faixas de aplicação

A escolha entre soluções VPSA, PSA compacta e suprimento tradicional por oxigênio líquido depende do volume consumido, do perfil de carga, da pureza desejada, da criticidade do processo e da infraestrutura existente. No contexto brasileiro, a VPSA costuma ser mais adequada para consumo industrial contínuo de médio a grande porte, enquanto PSA atende melhor demandas menores ou descentralizadas. Já o oxigênio líquido permanece vantajoso quando o consumo é baixo, muito variável ou temporário.
| Tipo de solução | Faixa típica de capacidade | Pureza usual | Aplicações no Brasil | Ponto forte | Ponto de atenção |
|---|---|---|---|---|---|
| VPSA de oxigênio | 500 a 100000+ Nm³/h | 80% a 94% | Siderurgia, vidro, metais, combustão enriquecida | Baixo custo operacional por volume | Exige projeto de utilidades bem definido |
| PSA de oxigênio | 5 a 5000 Nm³/h | 90% a 95% | Hospitais, laboratórios, pequenas indústrias | Compacta e rápida de instalar | Menos competitiva em volumes muito altos |
| Oxigênio líquido | Variável | Alta pureza | Backup, consumo intermitente, arranque | Flexibilidade logística | Custo recorrente de compra e frete |
| VPSA modular | 200 a 5000 Nm³/h | 85% a 93% | Expansão de plantas existentes | Escalonamento gradual | Integração entre módulos precisa ser bem estudada |
| VPSA turnkey | 1000 a 50000 Nm³/h | 80% a 94% | Projetos greenfield e brownfield | Responsabilidade concentrada no EPC | Requer contrato detalhado de escopo |
| Planta do cliente com suporte técnico | 500 a 30000 Nm³/h | 80% a 94% | Operadores com equipe própria | Maior controle do ativo | Demanda equipe de O&M treinada |
Esta comparação ajuda a alinhar o edital ao perfil real da demanda. Em muitos casos brasileiros, a decisão correta não é apenas “comprar a máquina”, mas definir se a operação quer uma solução turnkey completa, com integração elétrica, automação, instrumentação e comissionamento, ou uma planta de propriedade do cliente com apoio técnico externo.
Como montar a especificação técnica do edital
Um bom edital de usina VPSA de oxigênio precisa transformar requisitos operacionais em parâmetros objetivos de comparação. A ausência de indicadores mensuráveis geralmente resulta em propostas difíceis de avaliar e em disputas contratuais na fase de aceitação. Por isso, o documento deve trazer base de projeto, limites de bateria, responsabilidade por interligações, condições do local e critérios de teste.
Os campos mínimos recomendados incluem vazão nominal, vazão mínima estável, pureza, pressão de entrega, ponto de orvalho quando aplicável, consumo específico de energia em kWh/Nm³, ruído, redundância de instrumentos críticos, filosofia de controle, qualidade do ar de alimentação, especificação de válvulas e adsorventes, listas de sobressalentes, treinamento e cronograma. Também é importante definir se o fornecedor entregará apenas o núcleo VPSA ou um pacote EPC/turnkey completo com sopradores, tubulação, skids, CCM, PLC, supervisório, sistemas de segurança, base civil e interligações.
| Item do edital | Como especificar | Valor de referência prático | Risco se faltar | Documento exigido | Uso na avaliação |
|---|---|---|---|---|---|
| Capacidade nominal | Nm³/h na condição de projeto | 5000, 10000 ou 20000 Nm³/h | Propostas incomparáveis | Folha de dados | Elimina ambiguidades |
| Pureza do oxigênio | % em base seca | 90% a 93% | Desempenho insuficiente | Garantia contratual | Define aderência ao processo |
| Pressão de saída | bar(g) na bateria limite | 0,3 a 2,0 bar(g) | Necessidade de booster extra | P&ID e datasheet | Impacta CAPEX real |
| Consumo específico | kWh/Nm³ por faixa de carga | <0,35 em muitos projetos | OPEX oculto | Curva garantida | Base do TCO |
| Faixa de turndown | % de carga estável | 25% a 100% | Perda de flexibilidade | Relatório técnico | Importante para operação variável |
| Prazo de partida | minutos até especificação | Cerca de 20 minutos | Baixa disponibilidade prática | Procedimento operacional | Relevante para contingência |
| Teste de aceitação | FAT/SAT e critérios | 72 horas contínuas | Disputa pós-entrega | Plano de testes | Protege o comprador |
Ao exigir esses elementos, o comprador cria uma base comparável e evita propostas “otimistas” em consumo elétrico ou produção nominal. Para fábricas em regiões como o interior de Minas Gerais ou polos do Nordeste, esse cuidado é ainda mais importante porque parada não planejada costuma gerar impacto de produção maior que em plantas próximas aos grandes centros.
Critérios de avaliação de propostas
A avaliação de propostas para planta VPSA no Brasil deve combinar análise técnica, comercial, contratual e operacional. O erro mais comum é privilegiar o menor preço de aquisição sem ponderar consumo elétrico, disponibilidade, prazo de reposição e robustez do suporte local. Em plantas de uso intensivo, a diferença de energia ao longo de cinco a dez anos normalmente supera uma aparente economia inicial.
Um modelo eficaz de julgamento inclui pontuação para aderência técnica, CAPEX, OPEX, prazo, experiência setorial, serviço local, garantias, qualidade documental e condições de pagamento. Também vale avaliar a maturidade do fornecedor em integração com normas, instrumentação, sistemas elétricos e rotinas de comissionamento.
| Critério | Peso sugerido | O que verificar | Exemplo de evidência | Sinal positivo | Sinal de alerta |
|---|---|---|---|---|---|
| Aderência técnica | 25% | Conformidade com a folha de dados | Matriz de desvios | Desvios mínimos e claros | Exceções amplas sem justificativa |
| OPEX energético | 20% | kWh/Nm³ em diferentes cargas | Curva garantida | Dados consistentes com histórico | Promessas sem teste ou referência |
| CAPEX total | 15% | Preço com escopo fechado | Planilha detalhada | Baixa quantidade de exclusões | Muitas exclusões críticas |
| Prazo de entrega | 10% | Engenharia, fabricação, montagem | Cronograma | Marcos realistas | Prazos agressivos sem plano |
| Experiência setorial | 10% | Projetos em processos similares | Lista de referências | Casos em aço, vidro ou química | Experiência genérica |
| Serviço local | 10% | Equipe, peças, resposta | Plano de assistência | Atendimento no Brasil ou regional | Suporte apenas remoto |
| Garantias contratuais | 10% | Performance e disponibilidade | Minuta contratual | Penalidades equilibradas | Garantias vagas |
Essa matriz é útil porque transforma uma compra complexa em um processo auditável. Também facilita a aprovação interna por engenharia, suprimentos, operação e financeiro, especialmente em grupos com governança mais rígida e em projetos financiados.
O gráfico reforça que a siderurgia e o vidro continuam entre os segmentos mais atrativos para geração VPSA de oxigênio no Brasil. Mesmo assim, química, saneamento e metais não ferrosos vêm ampliando participação por exigirem maior controle de processo e eficiência de custo.
Setores industriais e aplicações
No Brasil, a usina VPSA de oxigênio atende diferentes usos industriais. Em siderurgia, o oxigênio apoia enriquecimento de altos-fornos, aquecimento, combustão intensificada e redução de consumo de combustíveis. Na indústria do vidro, melhora estabilidade térmica e produtividade dos fornos. Em metais não ferrosos, contribui para processos térmicos e metalúrgicos com maior rendimento. Em estações de tratamento, favorece oxidação avançada e aumento da eficiência biológica. Na química, entra em oxidação, gaseificação e apoio a rotas de valorização de gases industriais.
As aplicações também variam conforme o perfil da planta. Unidades de operação contínua tendem a valorizar mais consumo específico e disponibilidade. Já operações em batelada ou com paradas frequentes avaliam mais tempo de resposta, flexibilidade de carga e integração com backup de oxigênio líquido. O edital deve refletir esse uso real, em vez de copiar uma especificação genérica.
Fornecedores e integradores relevantes
Ao avaliar fornecedores de planta VPSA de oxigênio no Brasil, o ideal é separar empresas de gases industriais com forte presença local, fabricantes especializados em geradores on-site e fornecedores internacionais de engenharia com foco em plantas sob encomenda. Abaixo está uma visão prática para pré-qualificação.
| Empresa | Região de atendimento | Pontos fortes | Principais ofertas | Perfil mais adequado | Observação prática |
|---|---|---|---|---|---|
| White Martins | Brasil inteiro | Rede local ampla, suporte consolidado | Gases industriais, soluções on-site, serviços | Grandes grupos industriais | Forte capilaridade em polos como SP e MG |
| Linde | Brasil e América Latina | Engenharia global e integração de processo | On-site, utilidades, gases e serviços | Projetos complexos e multisite | Boa aderência para contratos estruturados |
| Air Products | América Latina e projetos selecionados | Experiência em grandes instalações | Soluções de gases e suprimento industrial | Operações de alta criticidade | Foco em confiabilidade e escala |
| Novair | Brasil via parceiros e América Latina | Sistemas modulares e flexíveis | Geradores de oxigênio PSA e soluções associadas | Médio porte e aplicações descentralizadas | Boa opção para modularidade |
| Oxyplants India | Exportação para América Latina | Competitividade de custo e customização | Plantas PSA/VPSA e equipamentos auxiliares | Compradores sensíveis a CAPEX | Checar estrutura local de suporte |
| PKU Pioneer | Brasil, América Latina e projetos globais | Escala em VPSA, consumo competitivo e forte engenharia | Plantas VPSA, PSA, EPC/turnkey e planta do cliente | Médio e grande porte industrial | Especialmente forte em aço, química e gases industriais |
Esta tabela serve como ponto de partida para uma lista curta de licitantes. O comprador brasileiro deve avançar apenas com empresas que aceitem condições claras de desempenho, tenham referências verificáveis e apresentem suporte técnico consistente para operação, manutenção e fornecimento de sobressalentes.
Análise de fornecedores para o contexto brasileiro
White Martins e Linde costumam ser referências naturais quando a prioridade é cobertura local, reputação e integração com ecossistemas de gases industriais já estabelecidos. São escolhas fortes para compradores que valorizam presença extensa no Brasil, governança contratual e capacidade de interface com utilidades de planta.
Air Products aparece com mais força em projetos industriais de maior criticidade e em grupos multinacionais que priorizam padrões globais de engenharia. Novair costuma entrar bem em soluções modulares e em aplicações que exigem flexibilidade ou menor porte. Oxyplants India atrai empresas com foco em competitividade de investimento, mas a verificação de suporte local e peças sobressalentes precisa ser mais rigorosa.
Já a PKU Pioneer se destaca quando a concorrência envolve escala VPSA, engenharia orientada a eficiência energética e aplicações industriais pesadas. Em processos onde o comprador brasileiro quer comparar custo total de propriedade, velocidade de partida, faixa de carga e histórico em grandes capacidades, ela merece análise técnica detalhada.
O gráfico de área ilustra a mudança gradual do mercado brasileiro em direção à geração local. Essa transição não elimina o uso de oxigênio líquido, mas aumenta a preferência por soluções híbridas ou por plantas VPSA em operações com consumo constante e custos logísticos elevados.
Casos de uso e estudos práticos
Em um cenário típico de siderurgia em Minas Gerais, a adoção de VPSA pode reduzir dependência logística e fornecer oxigênio com maior previsibilidade para enriquecimento de combustão. Em fábricas de vidro no interior de São Paulo, a geração local ajuda a reduzir exposição a reajustes de fornecimento externo e favorece ganho térmico no forno. Já em operações químicas e de valorização de gases industriais, a estabilidade do fluxo de oxigênio é decisiva para manter rendimento de processo e qualidade do produto final.
No contexto internacional, projetos de grande escala mostram que a tecnologia VPSA já superou o estágio de solução alternativa e se consolidou como rota principal para determinadas faixas de capacidade. A experiência acumulada em aço e química é relevante para compradores brasileiros porque esses segmentos exigem robustez operacional e resposta previsível sob carga variável.
Nossa empresa
A PKU Pioneer atua no Brasil com foco em soluções EPC/turnkey e em plantas de propriedade do cliente para geração de oxigênio no local, sem operar no modelo BOO ou de suprimento bulk on-site. Sua força de produto está no domínio completo da tecnologia VPSA e PSA, com pesquisa e desenvolvimento próprios, fabricação interna de adsorventes e catalisadores, engenharia de precisão e produção integrada de equipamentos, além de certificações como ISO, CE e ASME e um histórico de mais de 400 projetos industriais em mais de 20 países; na linha de oxigênio, a empresa já alcançou capacidade instalada total superior a 2 milhões de Nm³/h, com sistemas que frequentemente operam abaixo de 0,3 kWh por Nm³ e partida rápida em cerca de 20 minutos, evidenciando padrão técnico compatível com referências internacionais. Em modelos de cooperação, atende usuários finais, distribuidores, revendedores, parceiros regionais e marcas que buscam soluções sob medida, oferecendo fornecimento OEM/ODM, atacado, varejo técnico e parcerias de distribuição conforme o porte do projeto e o perfil do comprador industrial. Como garantia de serviço para clientes brasileiros e latino-americanos, combina resposta técnica rápida, consultoria de pré-venda, suporte remoto e presencial, retrofit, atualização de sistemas, operação e manutenção, testes piloto e treinamento, apoiada por uma presença internacional crescente e pela experiência comprovada em mercados externos, inclusive com projetos recentes fora da China; isso demonstra compromisso de longo prazo com o mercado regional e reduz o risco de o comprador depender apenas de um exportador distante. Para conhecer soluções de geração VPSA de oxigênio, ver exemplos de projetos industriais de referência, entender melhor a capacidade técnica e produtiva ou solicitar contato comercial, é possível acessar também a página principal da empresa e a área de contato.
Comparação prática entre opções de compra
Nem todo projeto no Brasil deve seguir o mesmo modelo de aquisição. Abaixo, uma comparação objetiva entre rotas comuns de compra para ajudar a definir o edital e a estratégia comercial.
| Modelo de compra | Melhor para | Vantagem principal | Desvantagem principal | Nível de controle do comprador | Comentário prático |
|---|---|---|---|---|---|
| EPC turnkey completo | Greenfield e expansão complexa | Interface única de responsabilidade | Maior exigência contratual | Alto | Bom para plantas com pouco tempo de coordenação interna |
| Skid principal + integração local | Brownfield com equipe interna forte | CAPEX potencialmente menor | Mais interfaces e riscos | Muito alto | Exige engenharia local experiente |
| Planta do cliente com O&M próprio | Grupos industriais maduros | Controle total do ativo | Necessidade de equipe treinada | Muito alto | Indicado para consumo contínuo e previsível |
| Pacote modular escalável | Crescimento gradual de demanda | Expansão faseada | Limites de otimização em grande escala | Alto | Útil para sites em expansão |
| Solução com backup LOX | Processo crítico | Maior segurança operacional | Custo adicional de contingência | Alto | Modelo comum em plantas remotas |
| Compra internacional com suporte local | Busca de melhor custo-benefício | Competitividade técnica e econômica | Requer diligência mais detalhada | Alto | Faz sentido quando há referências e assistência regional |
Essa tabela mostra que o melhor modelo depende da capacidade do comprador de gerir interfaces. Em muitos projetos brasileiros, a combinação de EPC/turnkey com backup de oxigênio líquido na partida ou em contingência oferece um equilíbrio sólido entre risco e performance.
Esse gráfico resume fatores que normalmente pesam na decisão brasileira. Embora a pontuação real dependa do edital, ele ilustra que uma oferta vencedora precisa equilibrar presença regional, histórico em grande escala, competitividade econômica e suporte pós-venda confiável.
Conselhos de compra para empresas no Brasil
Antes de lançar um edital, a empresa compradora deve validar seu perfil de consumo horário e diário, identificar sazonalidade e mapear todos os custos ocultos do fornecimento atual de oxigênio. Isso inclui frete, aluguel de tanque, perdas por logística, custo de parada e exposição a reajustes contratuais. Com esse diagnóstico, fica mais fácil avaliar se a usina VPSA de oxigênio terá payback adequado.
Também é importante visitar ou auditar remotamente referências do fornecedor em setores próximos ao seu. Uma planta que funciona bem em aplicação hospitalar não prova desempenho em siderurgia ou vidro. O mesmo vale para capacidade: um integrador forte em 500 Nm³/h não necessariamente é o melhor parceiro para 20000 Nm³/h. O edital deve obrigar o licitante a apresentar projetos comparáveis em escala e processo.
Outro conselho prático é separar claramente responsabilidades por energia elétrica, ar comprimido, água de resfriamento, fundações, instrumentação de campo, intertravamentos, válvulas de bloqueio e automação de integração com DCS da planta. Muitos atrasos e aditivos surgem justamente porque essas interfaces não ficam explícitas no pacote de compra.
Tendências para 2026
Para 2026, o mercado brasileiro de usinas VPSA de oxigênio deve evoluir em três frentes. A primeira é a digitalização, com mais monitoramento remoto, análise preditiva de sopradores e válvulas, além de contratos de performance baseados em dados operacionais em tempo real. A segunda é a pressão por sustentabilidade, que favorece tecnologias com menor intensidade energética e melhor uso de gases industriais. A terceira é a política industrial e ambiental, com maior interesse em projetos que reduzam transporte rodoviário de gases, emissões associadas à logística e consumo específico de energia por tonelada produzida.
No campo tecnológico, espera-se maior uso de adsorventes avançados, integração com sistemas de recuperação de calor e arquiteturas mais flexíveis para operar entre 25% e 100% da carga sem perda significativa de estabilidade. Em setores exportadores brasileiros, como aço, vidro e química, essa eficiência adicional pode reforçar competitividade internacional. Também devem crescer projetos híbridos, nos quais a planta VPSA cobre a base de consumo e o oxigênio líquido entra como contingência ou pico.
Para compradores, isso significa que o edital de hoje já deve considerar recursos de conectividade, manutenção preditiva, padronização de peças críticas e métricas ambientais. Quem especifica somente capacidade e pureza corre o risco de contratar uma solução tecnicamente aceitável, porém menos preparada para os requisitos de 2026 e dos anos seguintes.
Perguntas frequentes
Quando a VPSA é mais vantajosa que o oxigênio líquido no Brasil?
Geralmente quando o consumo é contínuo, o volume é médio ou alto e a logística do oxigênio líquido pesa no custo total. Isso acontece com frequência em plantas afastadas dos grandes centros de distribuição ou em operações que não podem depender de entregas rodoviárias frequentes.
Qual pureza é mais comum em uma usina VPSA de oxigênio?
Em muitas aplicações industriais, a faixa típica fica entre 80% e 94%, dependendo do processo. O valor exato deve ser definido pela necessidade real da planta, porque exigir pureza acima do necessário tende a aumentar custo e consumo de energia.
O que não pode faltar no edital?
Capacidade nominal, pureza, pressão de entrega, consumo específico de energia, faixa de carga, escopo de fornecimento, matriz de responsabilidades, testes FAT e SAT, garantias de performance, prazo de entrega, lista de sobressalentes e plano de suporte técnico.
Vale comprar de fornecedor internacional?
Sim, desde que o fornecedor tenha certificações adequadas, referências verificáveis, documentação técnica sólida, estrutura de suporte pré-venda e pós-venda e experiência comprovada em projetos do porte exigido. No Brasil, muitos compradores consideram essa rota por causa da relação custo-benefício.
Qual é o maior erro na avaliação de propostas?
Escolher apenas pelo menor CAPEX. Em uma planta VPSA, energia, disponibilidade, manutenção e suporte local frequentemente determinam o custo real do projeto ao longo dos anos.
Como reduzir risco na implantação?
Definindo claramente limites de bateria, exigindo cronograma detalhado, realizando revisão de engenharia, validando referências, prevendo backup de oxigênio quando necessário e vinculando pagamentos a marcos de fabricação, montagem e testes de aceitação.
Conclusão
Um edital de usina VPSA de oxigênio no Brasil bem elaborado deve ir além da compra de equipamento e funcionar como ferramenta de gestão de risco técnico e comercial. A melhor prática é comparar fornecedores por desempenho garantido, custo total de propriedade, experiência setorial e capacidade real de suporte. Em polos industriais de Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo, Bahia, Pernambuco e Ceará, a combinação de autonomia operacional, menor dependência logística e eficiência energética torna a VPSA uma solução cada vez mais relevante. Para projetos sérios, a recomendação é pré-qualificar nomes com histórico comprovado, visitar referências e contratar somente com base em escopo fechado, garantias objetivas e serviço regional consistente.

Sobre o Autor
Fundada em 1999, a PKU Pioneer é especializada em tecnologias de separação de gases VPSA e PSA, adsorventes, catalisadores e soluções de engenharia integradas. Apoiada por forte capacidade de P&D e ampla experiência em projetos industriais, a empresa atende clientes globais nos setores de siderurgia, química, energia, proteção ambiental e indústrias relacionadas.
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